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Retrofit, técnica que reforma imóveis deteriorados, aumenta oferta de moradias no centro de São Paulo

Retrofit, técnica que reforma imóveis deteriorados, aumenta oferta de moradias no centro de São Paulo

Depois de um ano de procura, Sueli Silva, 42, conseguiu concretizar o projeto da casa própria. Há quatro meses, trocou a casa que alugava em Itaquera (zona leste) por um apartamento comprado na rua Teodoro Baima, no centro.

A aquisição se mostrou mais vantajosa do que as ofertas de casas que encontrou em Itaquera e na Vila Ré (zona leste), "muito pequenas e caras".

O apartamento de 76 metros quadrados e dois quartos custou R$ 110 mil. Foi construído em 1957, mas tem cara de novo. A parte elétrica e hidráulica e os elevadores foram trocados.

A técnica que repaginou a moradia de Sueli é chamada de "retrofit" e tem se expandido em empreendimentos imobiliários no centro da cidade.

O método consiste na reforma estrutural de imóveis antigos deteriorados, mantendo a fachada, e tem se mostrado mais barato do que erguer um imóvel do zero. Além de oferecer uma rentabilidade de 30% ao construtor, permite preços mais palatáveis ao consumidor.

Sem terrenos para novos empreendimentos, o centro depende de iniciativas como o "retrofit" para atrair novos moradores. Experiências mostram um mercado ávido por imóveis de preços acessíveis na região.

"Tenho clientes fiéis, atentos a cada prédio que lanço", diz o engenheiro Pierre Mermelstein, que já reformou cinco edifícios -todos vendidos em um prazo médio de dois meses.

Rapidez

"Vendo rápido, e os apartamentos têm tido uma grande valorização", afirma o administrador Henrique Staszewski, dono da Centro Vivo, empresa que reformou 20 prédios no centro nos últimos dez anos.

Ele leva em média um ano para reformar um prédio e vende todos os apartamentos em, no máximo, dois meses. Os primeiros compradores de seu mais recente lançamento, no Ipiranga (zona sul, ao lado do centro), pagaram R$ 75 mil em um apartamento de 50 m2. Dois meses depois, o mesmo produto foi vendido por R$ 120 mil.

"São basicamente jovens de até 30 anos, recém-casados ou solteiros, que se interessam por esses prédios. Cerca de 40% moravam em bairros de periferia", calcula Staszewski.

Mauro Teixeira, diretor da TPA Empreendimentos, que lançou recentemente dois prédios novos no centro, conta que recusou uma proposta para uma obra de "retrofit" na região há quatro anos.

"O preço de venda de um apartamento no centro era muito baixo. Hoje, com a valorização que houve, eu faria. O centro melhorou, há mais vida, comércio, novos restaurantes."

Postado por: Centro Vivo
Fonte: Leticia de Castro (Folha de São Paulo)

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